O continente africano está na linha de frente dos piores efeitos das mudanças climáticas e algumas cidades estão querendo mudar seu destino

Joanesburgo, na África do Sul: cidades africanas se comprometem a reduzir emissões de CO2. (CHAIWATPHOTOS/Thinkstock)

São Paulo – Nenhum continente será tão fortemente atingido pelos impactos da mudança climática quanto a África. Dada a sua localização geográfica, suscetível às maiores variações de temperatura, e a capacidade de adaptação consideravelmente limitada e exacerbada pela pobreza generalizada, o continente africano é um campo minado de tragédias potenciais.
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Decididas a mudar esse futuro, nove cidades africanas resolveram agir, e se comprometeram, recentemente, a entregar sua parcela de redução de emissões de carbono para atingir os objetivos do Acordo de Paris. A meta? Alcançar economias “carbono zero” em pouco mais de 30 anos, de forma que a mesma quantidade de CO2 liberado seja reduzida e compensada com ações específicas.

Na linha de frente estão as cidades de Accra, capital de Gana, Dar es Salaam na Tanzânia, Addis Ababa na Etiópia, Lagos na Nigéria, Dakar no Senegal e quatro na África do Sul: Durban, Tshwane, Joanesburgo e Cidade do Cabo, que enfrenta a pior crise hídrica de sua história.